These Vagabond Shoes, Are Longing To Stray
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Circunstâncias: Viagens
Marar, um pouco de loucura saudável na tua vida
3 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Terça-feira, Outubro 21, 2008Vem participar na maior batalha desde a tomada de Lisboa aos Mouros.
INSTRUÇÕES
Data: 25 de Outubro de 2008 (Sábado), às 18h00.
REGRAS
- Só podem ser utilizadas almofadas macias! - Sejam meigos. - Não batam com as almofadas em pessoas sem almofada ou com máquinas de filmar. - Tirem os óculos antes do início.- Este evento é gratuito e apropriado a todas as idades.
Nova Iorque: http://www.youtube.com/watch?v=Gxd149-nQkQ
Outras missões em http://www.marar.eu
Marar, um pouco de loucura saudável na tua vida
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Circunstâncias: Sociedade
Antwerpen (Galeria)
1 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Quarta-feira, Setembro 10, 2008
"Baroque bars and blocks of choc: this diamond capital is everyone's best friend.
The richly historic city of Antwerp is Belgium's most underrated tourist destination. Few places tangle the old and the new quite so enchantingly. Here eclectic Art Nouveau mansions stare back at Neo-Renaissance villas, and medieval castles provide a magical backdrop for the city's myriad bars and cafes." (LP)
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Circunstâncias: Viagens
Amsterdam (Galeria)
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Segunda-feira, Setembro 08, 2008Amsterdam is one of the world's best hangouts, a canny blend of old and new: radical squatter art installations hang off 17th-century eaves; BMWs give way to bicycles; and triple-strength monk-made beer is drunk in gleaming, minimalist cafes.
The city seems to thrive on its mix and, despite hordes of tourists, still manages to feel quintessentially Dutch. The old crooked houses, the cobbled streets, the tree-lined canals and the generous parks all contribute to the atmosphere." (LP)
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Circunstâncias: Viagens
Not even big enough on most maps of Europe to contain the letters of its name, Lilliputian Luxembourg makes up in snazz what it lacks in size. It has a wealth of verdant landscapes crisscrossed by rivers and dotted with the sort of rural hamlets that most people associate with fairy tales." (LP)
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Circunstâncias: Viagens
Southwest of Antwerp, Ghent was once a medieval-era powerhouse due to its 14th-century status as the largest cloth producer in Europe, and its rebellious nature when it came to tax increases. Now the capital of the Flanders province of Oost-Vlaanderen, it is home to a significant student population." (LP)
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Circunstâncias: Viagens
In the middle of summer Bruges teems with tourists; out of season its beauty is an easier delight to behold. The whole historic centre of Bruges was added to Unesco's World Heritage List in 2000 and, in 2002, Bruges took centre stage as the European City of Culture." (LP)
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Circunstâncias: Viagens
What makes Brussels special? Seafood in great restaurants, the smell of hot waffles on a cold winter's day, cafes and pubs that never close, the cosmopolitan but neighbourly feel, forests practically on the doorstep, pheasant and truffles in autumn, comic strips, designer shops..." (LP)
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Circunstâncias: Viagens
Aproveitador da desgraça alheia
3 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Sexta-feira, Agosto 22, 2008Publicada por Tiago Cristóvão Links para este texto
Circunstâncias: Política
O amor, quando se revela, não se sabe revelar
1 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Terça-feira, Agosto 19, 2008Publicada por Tiago Cristóvão Links para este texto
Circunstâncias: Personalidade
Nacionalismo criminoso
3 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Segunda-feira, Agosto 18, 2008Publicada por Tiago Cristóvão Links para este texto
Circunstâncias: Sociedade
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Circunstâncias: Política
Nouvelle Vague @ Aula Magna
1 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Quarta-feira, Julho 30, 2008Publicada por Tiago Cristóvão Links para este texto
Circunstâncias: Música
Missão dada é missão cumprida
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Domingo, Julho 27, 2008Nascimento: O conceito de estratégia, em grego strateegia, em latim strategi, em francês stratégie... Os senhores estão anotando?
Turno: Sim, senhor!
Nascimento: Vou pedir isso na prova. ...em inglês strategy, Em alemão strategie, em italiano strategia, em espanhol estrategia...
Auxiliar: Senhor coordenador! O senhor 05 está dormindo.
Nascimento: Oh, Senhor 05!
Nascimento: Tenha a bondade. [Entrega a 05 uma granada e puxa o pino] Senhor 05, se o senhor deixar essa granada cair, o senhor vai explodir o turno inteiro. O senhor vai explodir os seus colegas, o senhor vai explodir os meus auxiliares, o senhor vai me explodir. O senhor vai dormir, senhor 05?
05: Não, senhor!
Nascimento: Estamos todos confiando no senhor. [Retorna à cadeira e guarda o pino, deixando 05 segurando a granada] Eu vou retomar o raciocínio. O conceito de estratégia, em grego strateegia, em latim strategi, em francês...
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Circunstâncias: Cinema
Lisboa 1758 ~ O plano da Baixa
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Sábado, Julho 26, 2008Publicada por Tiago Cristóvão Links para este texto
Circunstâncias: Artes
O seu último discurso, em Berlim, para um mínimo de 200.000 europeus e apenas enquanto "cidadão dos Estados Unidos da América e cidadão do Mundo" viu-se que foi propositadamente feito para ficar numa daquelas compilações de bolso da Penguin com os melhores discursos políticos do nosso tempo. Porque foi simplesmente medido, bonito e engenhoso - o texto, e, vá lá, a entoação de cada palavra que se deixava surfar na onda da ovação de 200.000 "populares". Em Portugal, e com portugueses, um homem, um discurso e uma assistência daquelas seria possível? Porque não?
O Mundo está a ficar tão bêbedo de Obama que Teresa de Sousa, na sua crónica da última terça-feira, no jornal Público, pedia ao senador Obama que refreasse o nosso entusiasmo, perguntando: "Iremos viver uma crise transatlântica de tipo novo, nascida de um excesso de expectativas e das frustrações subsequentes?" Esperando que não, acredito que sim. A frustração mais tarde ou mais cedo irá acontecer. Mas, no entretanto, é engraçado assistir-se ao nascimento de um político jovem, cativante e com algum peso, disponível para liderar uma agenda global. E nós à espera desse líder.
"...People of Berlin – and people of the world – the scale of our challenge is great. The road ahead will be long. But I come before you to say that we are heirs to a struggle for freedom. We are a people of improbable hope. With an eye toward the future, with resolve in our hearts, let us remember this history, and answer our destiny, and remake the world once again."
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Circunstâncias: Política
"Your eyes are cold, I know you'll tell me all. Not to fall, I lean against the wall. I'm on the floor, not listening anymore. I should have known, the things to which you're prone. (You cross your arms, and tell no lies, a thousand thoughts run through my mind, a thousand words that I don't need, I never thought you could do this.) Your eyes are cold, I know you'll tell me all. Not to fall, I lean against the wall."
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Circunstâncias: Música
Mais um (2) ano de Google Analytics
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Domingo, Julho 13, 2008Publicada por Tiago Cristóvão Links para este texto
Circunstâncias: Internet
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Circunstâncias: Personalidade, Viagens
Shotgun em Vilnius (Lituânia)
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Quinta-feira, Junho 12, 2008Publicada por Tiago Cristóvão Links para este texto
Circunstâncias: Viagens
Shotgun em Riga (Letónia)
1 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Quarta-feira, Junho 11, 2008Publicada por Tiago Cristóvão Links para este texto
Circunstâncias: Viagens
Shotgun em Tallinn (Estónia)
1 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Sábado, Junho 07, 2008Publicada por Tiago Cristóvão Links para este texto
Circunstâncias: Viagens
Shotgun em Helsínquia (Finlândia)
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Sexta-feira, Junho 06, 2008Publicada por Tiago Cristóvão Links para este texto
Circunstâncias: Viagens
Shotgun em S. Petersburgo (Rússia)
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Terça-feira, Junho 03, 2008Publicada por Tiago Cristóvão Links para este texto
Circunstâncias: Viagens
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Circunstâncias: Viagens
"Não há campo de flores como o colorido variado de Lisboa num dia de sol" (Fernando Pessoa)
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Quarta-feira, Maio 14, 2008Publicada por Tiago Cristóvão Links para este texto
Conceitos de Democracia
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Quarta-feira, Maio 14, 2008Publicada por Tiago Cristóvão Links para este texto
Circunstâncias: Política
Quem é que não sabe que o PS tem maioria absoluta?
1 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Terça-feira, Maio 13, 2008Publicada por Tiago Cristóvão Links para este texto
Circunstâncias: Política
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Circunstâncias: Música
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Circunstâncias: Personalidade, Política
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Circunstâncias: Sociedade
...and what is the use of a book, thought Alice, without pictures or conversation?
2 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Domingo, Abril 06, 2008
Esta amiga e mais esta é que me costumam alertar para as novas ilustrações que vão saindo - e eu, sempre que lá vou espreitar, acho-as quase todas geniais e cheias de grande inteligência. Apreciem as Ilustrações, desenhos e outras coisas... da Ana Oliveira, aguarelas carregadas de um bom-humor, inteligente e viciante, num ponto de vista feminino, psicológico e caricaturista do dia a dia da ilustradora. As personagens que nascem das suas folhas brancas obrigam-me a correr atrás, sendo para mim impossível passar por lá e não rever sempre todos aqueles seres de novo. Resta-me vê-los in loco, aos Domingos de Crafts & Design no Jardim da Estrela, quando os desenhos são dados a conhecer e a distribuir pelo mundo.
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Circunstâncias: Artes
Montenegro e a montanha da nossa vida
7 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Domingo, Abril 06, 2008"Segundo a narrativa do próprio André Ventura, “MONTENEGRO” começou por ser escrito ao acaso: um adepto incondicional do desporto, especialmente do ciclismo, um autêntico devorador de literatura e um contacto muito pessoal com o mundo da doença e do seu espectro atemorizador foram os três ingredientes que um dia se juntaram e determinaram as primeiras palavras da obra que acabaria por encerrar uma das mais bonitas histórias dos nossos dias.
Apesar de ter sido autor de uma série de artigos e monografias, especialmente no campo do direito ou da intervenção social, André Ventura tentou várias vezes, sem sucesso, levar a bom porto uma narrativa que, cada vez mais, ecoava no seu cérebro e no seu coração. Olhava o mundo em seu redor e projectava nele o atribulado conjunto das suas emoções internas, tendo sido cada dia determinante para a configuração de “MONTENEGRO” e do seu enredo dramático.
As tentativas foram variadas e frustrantes os resultados, que impunham ao autor uma sensação cada vez maior de impotência, de incapacidade comunicativa. Nas palavras do próprio autor “é como querer insistentemente dar à luz um filho, trazer uma nova luz ao mundo e depararmo-nos permanentemente com obstáculos mesquinhos que nos abortam a tarefa”.
Foi um facto curioso que o levou a decidir-se a terminar, de uma vez, a história de Luís Montenegro e da sua jovem atribulada vida. Apesar de incompreendido, de questionado, André Ventura continua a dizer que foi a notícia do lançamento do último filme da saga “Rocky Balboa” que o determinou a não desistir, fossem quais fossem os obstáculos que teria de ultrapassar e as frustrações pelas quais teria de passar.
Ver aquele homem, já para além da barreira dos sessenta anos, ter a coragem, a força e a determinação para reencarnar, uma vez mais, um personagem lendário pela sua robustez e resistência física, instalou no seu espírito um lema que ainda hoje permanece: “podemos ganhar, ou perder, mas há que terminar. Nunca desistir!”
“MONTENEGRO” explora ainda uma outra dimensão que o autor tem referido insistentemente: a dimensão religiosa. Simbolizado pelo misterioso sorriso de Mordechai, o pensamento e a religião judaica aparecem como pano de fundo (ou um dos panos de fundo paralelos) e chave de compreensão desta narrativa, precisamente porque o homem não se compreende sem a dimensão religiosa inata, imanente às suas aspirações e ao seu carácter.
Neste sentido, André Ventura é claríssimo ao afirmar que “MONTENEGRO” nunca teria sido possível – pelo menos na sua construção simbólica – sem a sua própria experiência religiosa, sem o conhecimento pessoal de como o espírito do sagrado influi e determina, independentemente da nossa concepção da vida, as nossas escolhas e os nossos próprios sonhos.
“MONTENEGRO” recebe ainda diversas influências estéticas e literárias, fruto da paixão do autor pela literatura espanhola e inglesa. Mas, como sublinha André Ventura, recebe sobretudo a influência dos lugares, da panóplia de lugares e de pessoas que marcaram a vida do autor ao longo destes anos: desde o ritmo festivo da cidade espanhola de Salamanca, ao pitoresco quadro inspirador das ruas do Porto e ao incrível mundo aberto das paisagens irlandesas, uma riquíssima herança existencial que não podia deixar de se projectar sobre o herói da narrativa e sobre cada um dos personagens de “MONTENEGRO”.
Porém, André Ventura sublinha que nada disto teria sido possível, toda esta alucinante viagem literária teria sido em vão se não o movesse um simples e estimulante objectivo: oferecer às pessoas do seu país uma história rica, bela e inspiradora que, mais do que conceitos, tramas ou enredos dramáticos, pudesse ser um contributo, um pequeno incentivo, a que nunca desistam da felicidade."
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Circunstâncias: Letras
Apesar de... voltam as semanas de estudo
3 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Segunda-feira, Março 03, 2008Publicada por Tiago Cristóvão Links para este texto
"O dia que há já alguns anos esperava enfim tinha chegado. Descer aquela avenida pela última vez fardado de pinhão chegou mais depressa do que alguma vez havia pensado ou sentido. Surgiu como um relâmpago na minha vida, um silvo agudo que me acordara para um destino já próximo... o adeus.
Todo o sentimento que criara e que manifestara na minha alma de “Menino da Luz” é ainda hoje difícil de descrever e de exprimir. Toda aquela peregrinação desenterra em nós sentimentos escondidos de união, orgulho, dedicação e amor por uma causa... Amor de alguém que sente o Colégio porque o vive!
Toda aquela reacção por que já havia passado por 7 vezes completava-se agora por duas simples razões que vieram, como nunca tinha imaginado, enriquecer todo o meu sentimento de orgulho.
O facto de ser a última vez que a percorria aquela avenida como parte integrante do batalhão colegial foi uma delas. Sentir pela última vez os meus calcanhares a percorrerem aquele percurso fez-me comover e sentir aquilo porque já esperava, a saudade... Viver aqueles últimos momentos nos Restauradores, aliados ao grito vibrante do Zacatraz, fez surgir em mim um arrepio na espinha forte e único que nos obriga a rir de felicidade e chorar de saudade. Gostei, adorei, amei aqueles ínfimos momentos como ninguém, vendo a distância do caminho a tornar-se mais pequena do que alguma fez foi ou tornará a ser.
A toda esta complementaridade acrescia também o facto de levar atrás de mim novos “meninos da Luz”. Indiquei-lhes pela primeira vez um caminho de uma peregrinação eterna que irão percorrer sempre, presentes ou ausentes, por toda a vida. E por isso merecem um “obrigado” pelo momento único que me proporcionaram!
É meu enorme desejo que este caminho ainda se faça por mais vezes, por mais 3 de Marços, por mais aniversários e festas, por mais anos. Peço, quero, exijo que aqueles que eu levei atrás abrindo-lhes um novo caminho, o abram também a outra geração de “ratas” marcando e levando consigo a continuidade do Colégio Militar(...)"
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Circunstâncias: Personalidade
Eu vou! De preferência, em Lisboa.
1 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008Publicada por Tiago Cristóvão Links para este texto
Circunstâncias: Música
"O Vermelho e o Negro" (1830)
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Segunda-feira, Fevereiro 25, 2008Publicada por Tiago Cristóvão Links para este texto
Circunstâncias: Letras
We're From Barcelona
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Sexta-feira, Fevereiro 22, 2008Mais um grupo daquele estilo/género recentemente convencionado que é o Indie-pop. I'm From Barcelona tem origem em Jönköping, na Suécia, e a sua característica mais visível passará, sem dúvida, pelo exagerado número de membros - 29 elementos e uma mistura de instrumentos eclética como, clarinetes, saxofones, flautas, trompetes, banjos, acordeões, guitarras, entre muitos outros. É certo que muitos dos 29 membros limitam-se a fazer os coros de fundo, mas esse esforço colectivo, propositadamente "informal", vale a pena ser ouvido.
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Circunstâncias: Música
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Circunstâncias: Política
"Is anybody here? Guess not!"
4 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Sexta-feira, Fevereiro 08, 2008Publicada por Tiago Cristóvão Links para este texto
Circunstâncias: Cinema
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Circunstâncias: Palcos
“E mesmo que sejas pequenino, és uma estrela a brilhar.”
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Domingo, Janeiro 13, 2008Hoje em dia envolve mais de 50 animadores, que acompanham cerca de 150 crianças ao longo de todo o ano, na organização e encontro de várias actividades.
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Circunstâncias: Sociedade
Ardies - Arquivos Digitais da História do Estado e do Direito
1 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Sábado, Janeiro 12, 2008O trabalho de coordenação deste projecto foi de António Manuel Hespanha e Cristina Nogueira da Silva, investigadores do CEDIS e professores da Faculdade de Direito da UNL. O trabalho de tratamento das obras, bem como de elaboração da respectiva ficha bio-bibliográfica, foi realizado por uma equipa de estudantes da FDUNL, composta por Joana Mota, Jonas Gentil, Luís Cabral de Oliveira, Ana Paula Lourenço, André Ventura, Raquel Galvão, Raquel Lemos, Tiago Cristóvão, Vera Martins, Soraia Gonçalves, João Amoedo e Anilda Veiga. O Secretariado foi assegurado por Ana Arriaga e Jorge Costa, sucessivamente. O trabalho de coordenação da realização técnica da página esteve a cargo de Rui Manso, Tiago Cristóvão e Vera Martins."
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Circunstâncias: Viagens
“Um largo brilho de relâmpago alumiou aquele céu e aquele mar, consumindo toda a electricidade existente no quarto. Haviam, desde cedo, decidido por aquela pequena e pitoresca cabana junto ao areal, na expectativa de um fim-de-semana realmente romântico e estival. No entanto, e contradizendo qualquer previsão, da bela tarde de primavera que se viveu, renascia uma noite de negra tempestade.
Carlos, praguejando contra o falso boletim meteorológico da véspera e de braço pendente na cabeceira da cama, procurava encontrar a sua lanterna, numa das confusões, que cada vez mais se instalavam em algumas das suas malas e maletas, muitas ainda por desfazer, e que repousavam, sob si e a sua cama, gozando de conter os pertences mais necessários e desnecessários face a qualquer situação. Maria, pelo contrário, ouvindo o segundo trovão, e deixando-se levar pelos primitivos e recalcados impulsos infantis de pavor por tempestades, aproveitando o embalo do susto tido, já se refastelava protegendo-se junto ao peito de Carlos. Este vendo a sua interminável busca pela lanterna perdida já desnecessária, começava a apreciar o início de um doce momento...”
- Sempre chegaste a marcar o despertador?
- Carlos...
- Carlos! Não me estás a ouvir?
- Hã?
- O despertador. Para que horas é que o puseste?
“Maria era carinhosa e inteligente, uma Beatriz e Leonor só sua, a estrela cadente que caíra em Carlos depois de uma série de amores frustrados e desgastantes que desde cedo o consumiam de rancor e mágoa, obrigando-o à breve e tortuosa condição de questionamento de uma vida, de uma realidade e de uma própria e frágil existência, a existência de um simples arquitecto rotineiro, de um simples peão num universo, um universo que nos obriga, e o obrigava, constantemente a carregar um mundo paralelo às costas, pela legítima vontade de se afirmar e mesmo de livremente aprender viver.
Com o nascimento daquele novo, único, puro e indescritível sentimento, por várias vezes renunciado e amaldiçoado pelo próprio, Carlos adquiria, a cada hora e a cada minuto que passava, um novo ânimo, uma nova cor, uma nova vida. Maria fazia-lhe estar vivo para além da vida, alegre além da alegria e único além do Uno. Enfim ele amava-a e sentia-se amado. Partilhavam consigo os segredos da origem do Mundo, e respiravam um amor a quem nem Eros, nem Cupido, teriam setas tinham para o igualar.”
- Desculpa, mas sou incapaz de estar assim tão descansada, importas-te de me passar o despertador?
- O despertador?
- Sim, o despertador. Com certeza que não queres que eu me levante para o ir aí buscar. És de difícil compreensão caramba!
- Pronto, toma lá. A senhora está satisfeita agora?
- Obrigada. Agora lê à vontade que não te torno a incomodar. Eu não dizia? Afinal nem sequer lhe tinhas dado corda... Que horas são no teu relógio? Carlos... Não ouves... Deixa não faz mal. Eu regulo-o pelo meu. Depois se estiver atrasado cuidas-te... E podes crer que então já nem te quero ouvir.
“Para além de toda aquela beleza exterior e do calor magnético que emanava do corpo de Maria, factor que sempre encarou como apenas um cartão de visita para se conhecer verdadeiramente melhor o interior de uma casa, Carlos adorava ensinar e aprender com a sua ninfa, venerando-a como a um deusa e procurando com que todo o milésimo segundo temporal fosse espremido ao aproveitamento máximo, modos e maneiras que decerto a vida o fez assimilar pelo seu estilo de passagem rápida e rotineira, e igualmente pela já experiência adquirida, ao ver desfeitos os seus namoros mais promissores à primeira volta. Os tempos mortos partilhados e respeitados eram passados na constante admiração mútua, das formas, dos gestos, da voz, do ser, do todo que era cada um por si. Vivia-se no Paraíso mesmo quando subsistia o pior dos Infernos à volta.
Conhecera-a na inauguração de uma modesta exposição dos seus últimos desenhos e projectos mais promissores, ela usava qualquer coisa de prata em torno do pescoço, um vestido preto de cerimónia e aproximara-se dele perguntando: “posso exibir alguns destes desenhos na minha escola?”. Ele concordara logo e à medida que ia falando cada vez mais com ela, sentia-se cada vez melhor e melhor. Quando foi pela primeira vez à sua casa sentiu que a atmosfera daquele ninho, os livros, as músicas, a maneira de arrumar a casa, identificava-se profundamente consigo. Gostava da maneira como conversavam e da forma inteligente com que ela o obrigava a falar de si mesmo.
Aquelas mini-férias de fim-de-semana prolongado, agora estragadas, (ou nem por isso), pela imprevisibilidade de um tempo que nunca será nosso e que agora se levantara, mostrando-nos isso, eram para ambos o reduto do descanso, o descanso dos deuses e as suas resubidas ao Éden sagrado, o baluarte de uma nova vida que a cada dia que passava era refazida em mil planos e projectos, feitos numa entrega total ao momento e à vida mágica que entre ambos se instalara. Conhecê-la tinha sido, ao contrário de muitas outras coisas vividas, um nascer vivo e novamente para uma nova realidade, cheia de novidades e de extrema atenção.”
- Carlos...
- Outra vez? Possa, és mesmo chata....
- Desculpa lá, era mesmo só para baixares a luz do candeeiro. Que maçada, estou a ver que tenho de tomar de novo outro comprimido.
- Lê um bocado, experimenta, vais ver que resulta, e sempre é melhor do que engolires essas porcarias.
- Já não valem de nada filho. Depois de já ter experimentado quase de tudo, tenho a impressão de que estes comprimidos já não me fazem qualquer tipo de efeito. Far-me-á mal aumentar a dose? Talvez só mudando de droga... É isso, preciso de mudar de droga.
“As nuvens da véspera, talvez assustadas pelos raios e trovões sentidos, haviam, naquela manhã, desaparecido do tecto do mundo mudando drasticamente as tonalidades daquela tela artística: a cabana simpática e aprazível, típica e de madeira, onde se haviam instalado, e o horizonte do areal daquela deserta praia, varrido incansavelmente por um vento brando que zelava por manter a dinâmica deste quadro criado.
Levantaram-se cedo e trocaram as primeiras carícias do dia, felizes pela mudança súbita e mágica de um tempo convidativo para um novo passeio. Durante um pequeno-almoço leve feito com os ingredientes ali disponíveis e servido no varandim que observava o mar, questionaram-se sobre o futuro com aquele optimismo sonhador próprio de quem é jovem e crê que pode marcar a sua diferença. Uma diferença que queriam e idealizavam. Que iriam fazê-la. A diferença de que viveriam felizes para sempre para não cair jamais na comodidade do desacreditar nos grandes contos de fadas vivos e reais ainda tímidos e receosos na lembrança das suas ambas e não tão inocentes infâncias.
“As coisas profundas jamais mudariam”, diziam. A identificação que sempre tiveram, o reconhecimento que tiveram, a paixão do primeiro encontro, tudo isso continuaria igual e assim continuaria para todo o sempre. Ambos prometiam-se amar-se por toda a eternidade como já se haviam amavam muito antes de se verem pela primeira vez, a isso chamavam destino. Nada os poderia afastar. Seriam as pessoas mais importantes de qualquer Mundo e por mais trovoadas e nuvens que passassem de noite e de dia, tudo continuaria igual nos seus idênticos corações.”
- Se isto tem algum jeito. Santo Deus. Qualquer dia já não há comprimidos que me cheguem!
- Faço ideia, com essa mania que tens das dores de cabeça, de costas, de barriga, de rins, de pernas, de cabelo, isso para não falar daquela estúpida mania de emagrecer...
- Não filho. O emagrecer não é para aqui chamado, aliás o que é certo que têm dado resultado. Tu é que ainda não notaste! Se não consigo dormir, é por outras razões. Olha, talvez seja por andar para aqui sozinha a moer-me de arrelias e preocupações, sem ter com quem desabafar. Nem a porcaria da cadela me liga agora, abana-te simplesmente e aparvalhada o rabo quando chegas da rua. A ti! Tu, que nunca és capaz de lhe dar uma única festa ou de levá-la a passear na rua! Isso! Vá! Agora viras-me as costas. Não me ligas! Não te preocupa nada! Nem calculas a inveja que me fazes com essa tua calma e serenidade parva.
- Pois sim. Vê se dormes e pára de me moer o juízo.
- Mas sim, olha que eu não minto, fazes-me uma inveja danada. Contigo nunca há complicações que te toquem. Voltas sempre as costas e ficas positivamente nas calmas. Essa tua calma. Invejo-te Carlos. Não calculas como te invejo. Não acreditas?
- Acredito, que remédio tenho eu?
- Que remédio tenho eu... É espantoso saíres-te com isso agora. No fim de contas ainda ficas por mártir dando o teu famoso ar de coitadinho. E eu? Qual é o meu remédio, já pensaste nisso? Envelhecer estupidamente. Aí tens o meu remédio. E olha que esse é o único que não desiste de fazer efeito.
“Não havia desejo maior entre ambos do que abrir o coração um para o outro. Apetecia-lhes abrir os peitos com garras e à força, tirá-lo do seu repouso movimentado, e mostrá-lo a todos tudo quanto se passava lá dentro. Porque não há desejo maior numa pessoa apaixonada do que se revelar a si mesmo e ser compreendida pelo próximo.
Acabaram o pequeno-almoço e ele entrou em casa, ela acompanhou-o, mas a meio do caminho parou e voltou para trás, direita ao mar. Carlos, sentindo o seu retorno, saiu igualmente e ficou de pé no areal, a vê-la correr, primeiro chapinhando no final das primeiras ondas rasas e depois aventurando-se contra as grades vagas, saltando e sacudindo os braços, como se o corpo todo risse num conjunto de gargalhadas compulsivas. Estavam vivos e agora sabiam, mais do que nunca, disso.”
- A verdade é que são quase duas horas e não sei como vai ser amanhã para me levantar. Escuta... Não ouviste?
- Que é que foi agora?
- Não estás a ouvir nada? Gemidos?
- Gemidos? Só se for o meu estômago a reclamar aquele picante que puseste ao jantar.
- Deixa de ser parvo. Não ouviste? Parecia mesmo gente lá dentro, na entrada. Se soubesses os sustos que apanho sempre quando estou aqui sozinha acordada com insónias enquanto tu roncas que nem um urso. A Raquel lá nisso tem razão. Noite em que não adormeça veste-se e vai dar uma volta com o seu marido adorado a qualquer lado possível, esteja aberto ou fechado. E a qualquer hora! Eu cá para mim acho um exagero e um abuso, eu nunca seria capaz de te acordar do teu roncanço para te levar à trela a passear... mas, enfim, ela é que lá sabe. O que é certo é que se entendem às mil maravilhas um com o outro, pelo menos é o que parece e o que eles mostram. E isso, Carlos, apesar de ser a tal “gaja”, que tu dizes. Também, ainda estou para ter uma amiga que na tua boca ou no teu pensar não seja uma “gaja”, uma “tipa” ou uma “perua” qualquer. Nem sequer tens a preocupação de as conhecer primeiro, possa! Eu que te fizesse o mesmo. Era o fazias! Muito tinha depois de te ouvir!
- Vê lá se dormes e não me chateias que estou quase a acabar o livro. Chata!
“Carlos juntou-se a ela e tomaram banho juntos naquela praia deserta agora unicamente só deles. Lutando contra as ondas tal como daí por diante lutariam pela certeza dos seus destinos, precavidos e passando por baixo e por cima das dificuldades. Não pensavam em mais nada, em rigorosamente mais nada, tinham ascendido a uma iluminação de alma incandescente e encandeadora que os levaria a viajar pelos mais diversos países das maravilhas. Tinham em mãos os segredos da juventude e da imortalidade e não queriam desperdiçar tal chave para a felicidade.”
- Carlos...
- Que é?
- A porta de entrada. A rapariga de certeza que se esqueceu de a fechar como nós lhe ensinámos, de certeza absoluta. Não estás a ouvir?! Deixa! Não digas nada! Eu vou lá, não precisas de te incomodar.
- Caramba!
- Eu vou, deixa-te estar. Fazes nervos, puxa!
- Tu é que fazes nervos que não te calas.
- Eu? Andas não sei há quanto tempo a prometer arranjar a porta e ainda por cima dizes que te faço nervos? Era só o que faltava. Não, Carlos. Lê à vontadinha, mas por amor de Deus não embirres comigo. Eu vou lá, e para não variar, não te preocupes.
“Eram jovens, sabiam que só agora podiam ter a facilidade de acreditar e de pensar em como mudar o Mundo apenas com o instrumento do seu grande amor e a consciência de uma liberdade individual. Sabiam que todos os caminhos se ligam entre si e que nada na estrada da vida está perdido ou tem um só sentido. Sentaram-se no areal iluminados pela grande, e não eterna, estrela diurna. Deram um beijo e juraram ali mesmo contrariar o destino de envelhecer estupidamente discutindo pelos elementos mais básicos da existência, ou seja, por tudo e por nada que acontecesse ou nem isso. Dariam tudo um pelo outro e jamais ficariam de costas viradas entre si desprezando as necessidades, preocupações ou frustrações de ambos. Seriam o modelo da diferença sem possibilidades de despromoção à normalidade.
Deitados na areia fina daquela praia decidiram combater e contrapor a monotonia e o tédio que alguma vez os pudesse assombrar. Tinham coragem e principalmente partilhavam de um eterno inconformismo. Pensavam constantemente nisso, e o medo de tal situação, encarado tão de frente e de forma tão corajosa, iria a fazer com que a sua história não se tornasse uma simples história de ficção mas uma realidade possível e nossa vizinha. Exactamente aquilo que desejavam tanto e que queriam... uma inspiração visível para todos os que os rodeavam e só expiravam.”
- Já o acabaste, Carlos?
- Nem o irei acabar hoje nem nunca se tu não parares de me chatear e me interromper com a novela da tua maldita insónia. Vai ver televisão! Alguma coisa ainda deve estar a dar agora. Mas se forem televendas desliga e volta que isso só te faz mal.
- Mas afinal o livro é bom ou não?
- É um bocadinho lamechas mas até é interessante. É uma história de dois tipos apaixonados. Dois tipos novos. Um pouco ingénuos.
- Assim como nós éramos antigamente. Conta mais Carlos. És capaz de contar a história à tua mulherzinha querida? Como é que é?
- Ora, não me chateies, quase não tem nada que contar. É um rapaz que está na praia com uma rapariga.
- E depois? Conta mais, não sejas casmurro.
- Depois vão tomar banho juntos numa praia deserta de areia fina, sozinhos.
- Sozinhos numa praia deserta? Ora, tu não deves estar bom da cabeça a ler esses livros. Isso é só nos filmes dos milionários, lá naquelas ilhas do Sul. Ou eram milionários ou eram actores daquelas novelas que tu nem és capaz de ver.
- Não estes não eram nem actores nem milionários, acho que eram pessoas normais, como nós. E olha, quem me dera?
- Pessoas como nós!? Também querias lá estar era?! És mesmo parvo definitivamente. O meu Carlos queria lá estar no lugar deles. Queria ser um actor milionário o meu Carlos. Coitadinho está deitado na sua caminha com a sua mulher e gostaria era de estar deitadinho na areia de uma praia, não era?
- Cala-te Maria! Não te quero ouvir.
- O quê? Até parece que estou a dizer alguma mentira maldosa. Estás com pena da vida que levas, não é? Já não gostas de mim e queres outra? Não gostas da nossa vida como está? Falta-te alguma coisa?
- Cala-te Maria!
- Porquê?
- Cala-te, merda!
Arrumou o livro na sua mesa-de-cabeceira e apagou a luz.
De noite adormeceram ou acordaram porque só aí sonharam e só aí amaram, mas ao acabar o sonho, como qualquer um de nós, continuaram o que já sempre faziam, já não se lembravam de como tinham adormecido e do que haviam sonhado. E assim estupidamente viviam.
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Circunstâncias: Artes

O resto da viagem não tem muito mais para dizer (finalmente acabei isto). Avião apanhado, com escala em Londres, e a mochila perdida por Londres durante uma semana. Viva a bagagem perdida já no Ocidente, depois de vários meses, naquele sítio, sem que nada lhe tenha acontecido!
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Circunstâncias: Viagens
"Incompreendido, o nosso discurso tornava-se um pouco constrangedor"
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Terça-feira, Julho 10, 2007
Último dia em Delhi e penúltimo dia desta viagem inesquecível. Dormimos até mais tarde do que tinha sido habitual desde o início do mês de Junho. Tínhamos como missão do dia tratar dos preparativos para a nossa fuga para o Ocidente. Marcar um táxi com um preço justo que nos levasse até ao aeroporto; ir aos correios enviar livros que aumentavam substancialmente o peso das nossas bagagens; e passar pela casa da Yamini, a nossa amiga indiana, para o Philip levantar o computador portátil que lá tinha deixado, bem como o resto das coisas que acumulara nos seus vários meses de Índia.
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Circunstâncias: Viagens
Galeria Agra & Fatehpur Sikri
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Segunda-feira, Julho 09, 2007Publicada por Tiago Cristóvão Links para este texto
Circunstâncias: Viagens
"A ocasião valeu uns minutos em modo repeat one de "Twinkle, Twinkle, Little Star"
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Segunda-feira, Julho 09, 2007
Durante os séculos XVI e XVII a corte imperial mongol residiu em Agra, antes de mudar a capital para Delhi. a cidade, estrategicamente localizada nas margens do Yamuna e ao longo da Grand Trunk Road, floresceu sob o domínio dos imperadores Akbar, Jahandir e xá Jahan, atraindo artesãos da Pérsia, da Ásia Central e de outras partes da Índia. Estes participaram na construção de luxuosos fortes, palácios, jardins e mausoléus, como o Taj Mahal, o Forte de Agra e Fatehpur Sikri, a capital abandonada de Akbar, todos declarados Património Mundial da Humanidade. Com o declínio do Império Mongol, Agra foi conquistada pelos Jats, os Maratas e, finalmente, pelos Britânicos, no início do século XIX.
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Circunstâncias: Viagens
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Circunstâncias: Viagens
"Os gurus na Índia são mestres espirituais e o seu acompanhamento é condição fundamental para uma boa realização pessoal"
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Domingo, Julho 08, 2007
Combinámos encontrarmo-nos com o nosso novo condutor e guia numa esquina relativamente afastada do hotel. Já com alguma idade, o senhor pediu-nos que assim fosse sob pena de literalmente apanhar porrada de outros condutores que aguardam às portas do hotel pela indecisão de eventuais clientes. O objectivo dessa manhã e durante as últimas horas que restavam em Jaipur era só um - ir à caça e andar de elefante. Assim foi.
Os gurus na Índia são mestres espirituais e o seu acompanhamento é condição fundamental para uma boa realização pessoal. Entrámos numa sala/consultório e fomos literalmente atendidos. Sentindo as nossas vibrações e energias do corpo o guru informou-nos sobre futuras doenças e períodos de mudança nos próximos tempos, falou-nos sobre a nossa família e remédios para a nossa personalidade. Enfim, para um descrente como eu, foi uma experiência interessante mais do ponto vista da forma do que ao teor do conteúdo. Não pagámos nada. Seguimos viagem.
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Circunstâncias: Viagens
"Os indianos apresentam-nos várias opções possíveis, sabendo de antemão que só uma é que é possível"
1 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Sábado, Julho 07, 2007
Apesar do dia da partida estar a chegar a "passos" largos, guardámos algum do melhor da Índia para o fim - Jaipur e Agra. Os dias passaram a ser bastante mais cheios e vividos.
Subimos para o autorickshaw e partimos em viagem, numa condução suficientemente rápida para ser apelidada de insegura, tal como já estávamos habituados. Cruzámos ruas anywhere, isto é em parte desconhecida no tempo e no espaço, polvilhadas por galinhas, porcos e crianças na brincadeira.
Seguimos viagem para Amber, passando por Jal Mahal (Palácio das Águas) e pelo lago Man Sagar (naquele momento totalmente seco mas só por enquanto). A estrada era protegida por um complexo de fortes ao longo do topo das montanhas, e com o contacto recorrente com alguns camelos.
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Circunstâncias: Viagens
"As ruas vibram com camelos e motorizadas, e homens de turbante cruzam-se com rapazes de jeans"
2 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Sexta-feira, Julho 06, 2007Jaipur é umas das cidades do triângulo turístico dourado da Índia (Delhi, Jaipur e Agra) consistindo na sua parte histórica, num labirinto de fascinantes bazares, sumptuosos palácios e locais históricos, também chamada de "Cidade Rosa" devido à cor avermelhada dos seus edifícios. Aqui, a tradição e modernidade coexistem: as ruas vibram com camelos e motorizadas, e homens de turbante cruzam-se com rapazes de jeans. Rodeado por uma muralha com sete portas, a parte antiga de Jaipur está planeada segundo um traçado geométrico de ruas e praças, paralelas e perpendiculares, raro no que vimos no resto da Índia.
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Circunstâncias: Viagens
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Circunstâncias: Viagens
"Perdidos completamente, sem saber para que lado era o norte, o hotel, o lago sagrado ou que quer que fosse"
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Quinta-feira, Julho 05, 2007
A chuva perseguiu-nos de Udaipur a Ajmer. Largados no meio de uma estrada da cidade, algures entre o desconhecido e o não sei onde estou, apanhámos um auto-rickshaw até à gare de autocarros. Daí pagámos a enormidade de 8 rupias (cerca de 15 cêntimos) para a nossa viagem de 45 minutos, em autocarro público "topo de gama", até ao sítio de Pushkar, no meio do deserto de Thar, um dos maiores do Mundo.
À volta do lago sagrado não é permitido fotografar, o que nós, desrespeitosos ocidentais como somos, o fizémos. Demos a volta a pé ao lago, o que se faz em menos de 1 hora, e fomos tomar o pequeno-almoço. à volta para a pousada visitámos ainda o Templo de Brama, um dos poucos templos indianos dedicados a este deus, conhecido por ter sido amaldiçoado pela sua esposa Savitri, quando, no desconhecimento e na ausência dela, convidou Gayatri, uma rapariga tribal, para substituir a esposa num importante ritual.
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Circunstâncias: Viagens
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Circunstâncias: Viagens
"A morte inesperada do marido é um choque, para a Sashi é ainda mais"
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Quarta-feira, Julho 04, 2007
O dia ainda ia ser passado todo em Udaipur. E como estávamos peritos em check-outs' atribulados, esta vez não foi excepção. De véspera adiantaram-nos as 09h00 da manhã como hora de saída. Depois de mal acordados e de arrumadas as tralhas que já se acumulavam depois de 33 dias de viagem, vem a filha do Sr. Soni dizer que se quiséssemos podíamos ficar a dormir durante mais tempo. Infelizes e agradecidos, apenas transbordámos as nossas mochilas para um quarto da casa mais pequeno e saímos.
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Circunstâncias: Viagens
"Vendo a menina pedindo por comida e não gostando da concorrência, o cão olha para ela"
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Terça-feira, Julho 03, 2007
Começámos a manhã a tomar o pequeno-almoço na German Bakery do dia anterior. Enquanto comíamos os nossos cereais e respectivo acompanhamento, aconteceu um episódio surpreendente. De forma resumida, estávamos a comer na esplanada do estabelecimento. Um cão, com os seus ossos de fome a furar a pele, pára na estrada e fica a olhar para o nosso banquete matinal, à espera que alguma coisa caísse para o seu proveito. Constrangedor. Entretanto, uma criança indiana com os seus seis anos aproxima-se de nós, ao lado do cão, e pede-nos alguma coisa para comer. Só esse gesto já nos estava a obrigar a parar a refeição e vomitar tudo com o sentimento de culpa subjacente. O que aconteceu? Em câmara lenta, muito devagar, vendo a menina pedindo por comida e não gostando da concorrência, o cão olha para ela, olha para a perna, abre a boca e... imaginem o resto. A menina gritou e desatou a correr pela rua acima. O cão recebe de recompensa uma vassourada valente do empregado do estabelecimento que até galopou de lado pela rua abaixo. Nós, suspensos com a boca aberta e a colher a meio caminho, observado o acontecimento, continuámos a comer.
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Circunstâncias: Viagens
"Cenário de diversos filmes"
2 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Segunda-feira, Julho 02, 2007
Chegámos a Ahmedabad por volta das 6 da manhã. Claro está - francamente mal dormidos e com o comboio para Udaipur perdido há já algumas horas. Não foi por isso que demorámos muito mais tempo na cidade. Chegados à estação foi só o tempo de apanhar um autorickshaw para a estação de autocarros e seguir daí, e de imediato, para Udaipur. Tudo em meia hora. A viagem de autocarro demorou toda a manhã, com paragem para almoço, até chegarmos ao destino.
Ficámos na Lake Corner Soni Ghest House, gerida pelo Mr. Soni e pela família, uma casa pitoresca com dois pisos e com os quartos a dar para um pátio interior a céu aberto. No topo da casa existia ainda um terraço com vista para o lago. As monções, felizmente, ainda não tinham chegado à região.
Na casa vizinha ao nosso alojamento morava um indiano deficiente que nos convidou, logo à primeira saída à rua, para visitarmos a casa dele, as suas fotografias, e daí incessantemente para jantarmos lá em casa, um desejo que fomos recusando até nos irmos embora.
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Circunstâncias: Viagens
"Já houve alturas em que um espelho bastaria"
2 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Domingo, Julho 01, 2007
Um pouco antes das 06h00 o nosso comboio parou e dava ares que tinha chegado ao destino. Onde estávamos? Perguntam vocês. Onde estávamos? Perguntámos na altura nós. Mumbai não era de certeza. Basicamente tratava-se de uma estação de comboios em obras, no meio de nenhures, com entulho espalhado pela estação, um autêntico cenário de guerra, com o sol a nascer, lembrando-me aqueles cenários dos jogos de acção para o computador, onde andamos a matar ET's com um leque variado de armas. Ninguém sabia nada. Nem estrangeiros, nem nacionais. A opção da maioria das pessoas, que estava a acordar no momento, era apanhar o metropolitano até à cidade. Quanto tempo demorava? Não sabíamos. Para que lado era? Sorte a nossa ser a estação terminal, só havendo um sentido possível. Viajámos de metro até Mumbai sem bilhete. Diga-se que era um "metro de superfície", tipo comboio da linha de cascais, as carruagens estavam preparadas para as grandes horas de ponto, na medida em que simplesmente não tinham portas.
O objectivo, naquela manhã que ainda tínhamos em Mumbai, era visitar a Casa-Museu de Gandhi, ou melhor, a Mani Bhavan Gandhi Sangrahalaya. Trata-se da casa onde Mahatma Gandhi viveu de 1917 e 1934, sendo daqui que iniciou e partiu para as suas campanhas de desobediência civil ao Império britânico. Agora o edifício está transformado em biblioteca especializada e museu, contando o percurso de Mahatma e preservando o seu quarto, fotografias, e objectos pessoais.
Assim que demos por terminada a nossa visita, começou a chover. Vamos dar ênfase. Começou a chover muito. Começou a chover a sério e, até sairmos de Mumbai à tarde, não parou. As ruas transformaram-se em autênticos rios. E sim, molhámos bastante os nossos pezinhos até encontrar um táxi livre, que nos pusesse em fuga até à estação de comboios, de onde não voltaríamos a sair. A visita à cidade ficaria por aí.
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Circunstâncias: Viagens
"30 dias de viagem já cansam"
1 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Sábado, Junho 30, 2007
Estávamos novamente de partida, e a viagem a partir de agora era já "de regresso a casa". Tínhamos chegado ao ponto mais longe, agora era subir até Delhi e depois voar para Lisboa. 30 dias de viagem já cansam. Escrever este relato também. Mas valeu, vale e valerá sempre a pena... viajar a pé ou no papel.
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"A refeição foi acompanhada por sons exóticos para a região"
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Sexta-feira, Junho 29, 2007
De manhã o Philip acordou doente, amaldiçoando qualquer coisa como as pizzas do Domino's e a cerveja Kingfisher. Eu estava decidido ir visitar nessa manhã Velha-Goa. O Philip, que já tinha visitado com os pais, meses antes, não estava propriamente disposto a regressar ao lugar e a passar a manhã a visitar, isso... igrejas. Meti-me a caminho sozinho, abandonando-o na convalescença. Lembrei-me que, por mero acaso, tinha-me esquecido da máquina fotográfica dele no cyber café da noite anterior. Com sorte, alguma ou bastante digamos, recuperei-a no mesmo lugar onde a tinha deixado e apanhei de imediato um autorickshaw para o destino.
Velha Goa, ou Goa Dourada como ficou conhecida em Portugal, era no século XVI uma vasta cidade com 300 000 habitantes - mais do que Lisboa ou Londres. Os seus edifícios eram tão belos e apreciados pelos visitantes que se dizia "Quem já viu Goa não precisa de ver Lisboa". Hoje, não passa mais do que um conjunto de catedrais, igrejas e mosteiros, sem mais casas ou população. Surpreendente o contraste de descrições. Em meados do século XVIII, uma série de epidemias abateu-se sobre a região, o que, aliado ao assoreamento do rio Mandovi, levou o vice-rei a transferir a sua residência para Panjim transformando a localidade na Nova Goa. Em Velha Goa seguiu-se um profundo declínio que provocou o gradual abandono do local, estando hoje praticamente deserta. Apesar de tudo isso as marcas do passado foram uma boa herança que sobrou, e que constituem agora um património português, classificado pela UNESCO.
Visitei tudo o que havia para visitar, destacando-se claramente a Sé Catedral e a Basílica do Bom Jesus, a primeira conhecida por ser a maior igreja da Ásia e a última venerada por guardar os restos mortais de São Francisco Xavier, Apóstolo do Oriente. Bati também numa manhã mais 9 igrejas/conventos. Estava ainda na expectativa de visitar ainda o Museu Arqueológico de Goa, que não só preserva as estátuas de Afonso de Albuquerque e de Luís de Camões, retiradas das praças públicas, com a anexação ao território indiano, mas também, a galeria de retratos completa de todos os vice-reis e governadores da Índia (60 pinturas). Para minha sorte, estava fechado à sexta.
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"Falam como os brasileiros quando tentam falar com pronúncia portuguesa"
1 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Quinta-feira, Junho 28, 2007
Coincidência das coincidências. A minha mãe faz anos neste dia (Parabéns!). A mãe do Philip, que não é contudo a minha, também. Só nos apercebemos disso durante a viagem. Assim que chegámos a Goa, por volta das 10h30, telefonámos para as respectivas progenitoras a desejar um grande e feliz dia, mesmo que longe de nós. A viagem foi excelente. Aliás o serviço de comboios entre Mumbai e Goa foi, sem dúvida, o melhor serviço que apanhámos. A comida abundante era excelente e ainda hoje me faz salivar pelo veg burger do serviço (tal era a fome e a gula que comi 2 de cada vez). Ao longo da viagem tivemos a companhia de um viajante neozelandês, que à semelhança de tantos outros, já tinha estado e iria estar numa data de sítios distantes e remotos, como se a vida dele fosse apenas essa. Uma das minhas surpresas na viagem foi mesmo essa - a quantidade de estrangeiros que se apanham a viajar só por viajar, e a viajar por muito tempo. Portugueses, nunca.
Chegámos a um dos lugares do antigo império. Apanhámos um auto-rickshaw para Panjim e aí iniciámos as buscas por um quarto. Os tempos de abundância já tinham passado, e achámos o primeiro hotel bastante caro. Passámos para o segundo e o mesmo juízo - caro.
Almoçámos e fomos fazer o walking tour do Lonely Planet para a cidade, como já era habitual. Panaji (ou Panjim) é a capital de Goa e fica na foz do rio Mandovi. Antigo porto dos sultões Adil Shahi de Bijapur, tornou-se um arsenal e base militar após a chegada dos Portugueses em 1510. Em 1759, depois de se terem declarado várias epidemias em Velha-Goa, o vice-rei viu-se obrigado a transferir a sua residência para aqui. No entanto, só em 1843 é que a cidade se tornou oficialmente capital dos territórios portugueses na Índia. O edifício de maior relevo, além do Secretariado (típico edifício colonial), é a Igreja de Nossa Senhora da Imaculada Conceição. O Philip apesar de entrar com curiosidade constrangedora em tudo o que é templo hindu tem algum preconceito com as igrejas católicas, que apelida de "todas iguais", como se os outros não o fossem no género. Percorremos a pé um caminho que não era nada de especial. Aliás o walking tour era, digamos, fraquinho. A cidade, não tendo muito para oferecer do ponto de vista de mega atracções turísticas, inspira um ambiente bastante calmo e acolhedor, que vale só pelas casas coloniais pequenas e coloridas, de um ou dois andares, de telha vermelha e com as suas varandas de madeira, reminiscente do saudosismo do decadente império luso (ficou engraçada a frase...hein!).
Pela noite repetimos o ritual de Internet/Jantar. Jantámos pizza no Domino's, conhecida cadeia de restaurantes norte-americana cujas pizzas, naquele lugar, custavam e custaram o preço de uma refeição de luxo. Com a noite veio a chuva. Fomos beber uns copos para fazer a digestão num bar complicado de encontrar.
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Circunstâncias: Viagens
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Circunstâncias: Viagens
Voltámos a comer outro pequeno-almoço num café de esquina. Vários dias sem uma refeição de jeito fazem com que não se percam as oportunidades de ter a barriga cheia.
Passeámos então pela marginal até à Gateway of India, o mais famoso monumento de Mumbai, na forma de arco de triunfo por onde os Raj britânicos entravam na cidade. Nos arredores da porta é de admirar uma série de edifícios imponentes de estilo colonial e vitoriano. O Yacht Club, hoje sede da Comissão de Energia Atómica, o Royal Yacht Club, inicialmente um anexo residencial do Old Yacht Club, e o imponente Taj Mahal Hotel, construído em 1903 pelo importante industrial parse Jamshedi Tata após ter sido impedido de entrar no Watsons Hotel, reservado a brancos. O Taj, com esplêndidas arcadas e colunas mouriscas e majestosas escadarias e galerias, é hoje um dos mais luxuosos hotéis asiáticos. Do Watsons Hotel, subsiste apenas um edifício decadente.
Como estávamos ali, perto da doca, e não sabíamos se depois nos daria jeito ou tempo voltar, decidimos apanhar o barco e visitar a ilha de Elefanta, uma ilha a leste de Mumbai onde os templos subterrâneos de Elefanta (século VI) foram escavados num penhasco e dedicados a Xiva, guardando algumas das obras-primas da escultura indiana. Originalmente chamada Gharapuri (Cidade Fortificada), a ilha foi baptizada como Elefanta pelos Portugueses, após a descoberta da estátua de um elefante. Classificada como Património Mundial da Humanidade, algumas das estátuas já se encontram mutiladas e sem o brilho que devem ter tido outrora. Muitas delas sem pernas, braços ou cabeças, foram os alvos preferidos para os treinos de tiro dos marinheiros coloniais - diga-se, para este caso - por nós, portugueses - com boa fama de destruidores de património.
A visita incluía um guia que nos explicava as várias representações de Xiva, ao longo dos grandes painéis de estátuas da caverna. Não sendo nada dispensável, a visita não suscitou grande entusiasmo da nossa parte. Não era nada de espectacular. Uma ilha. Cavernas com estátuas. Muitos macacos, suficientes para o letreiro de entrada - "Beware the Monkeys", que perante um desafio nosso lá acabaram por nos roubar uma garrafa de água. Depois de vermos as cavernas sagradas, fomos a pé até ao ponto mais alto da ilha, a fazer tempo para apanhar o barco de regresso. Ainda a caminho do cais de embarque começa a chover em grande, repito, mesmo em grande. Como o barco era um pouco para o descoberto, e não nos foi permitido baixarmos as lonas de protecção, seguiu-se uma longa e molhada viagem até voltarmos a Mumbai.
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Circunstâncias: Viagens
"Muitas, muitas horas de puro vegetanço em movimento"
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Terça-feira, Junho 26, 2007
Os dias tiveram sempre alguma coisa para se dizer sobre eles. Este pouco ou nada tem para se acrescentar a não ser o têk-têk, têk-têk, têk-têk do andar do comboio. Muitas, muitas horas de puro vegetanço em movimento. Chegámos finalmente a Mumbai por volta das 23h00, depois de 34 horas de comboio, 77 horas de termos saído de Kathmandu e com 1.700 km percorridos nesta etapa. Sem dúvida a mais longa e demorada viagem por terra que fiz.
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Circunstâncias: Viagens
"Na pasmaceira de uma grande viagem de comboio"
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Segunda-feira, Junho 25, 2007
Eram já cerca das 9h00 da manhã quando sentimos o regresso a Varanasi. Sinceramente é uma terra em que, feitos dois passeios de barco pelo rio e pelos ghats, não se quer tão cedo voltar. Já tinham passado cerca de 39 horas, desde que deixámos Kathmandu rumo ao destino desta etapa, Mumbai. O resto do dia não seria diferente do anterior. Dia inteiro ocupado com o caminho, a viagem até lá. O comboio de Varanasi a Mumbai só partia às 13h00, portanto fomos para o bar de um hotel, ler, escrever, ouvir música, comer, e tudo o que desse para fazer e passar o tempo rapidamente. Tivemos tempo ainda para passar por um cyber cafe e pela estação, onde reservamos os bilhetes para e de Goa.
Almoçámos no hotel e apanhámos finalmente novo comboio. Seria uma viagem pacífica. O Philip começava a ler o livro Shantaram, de Gregory David Roberts, que viria a substituir as crónicas do Miguel Esteves Cardoso no top das leituras da viagem. O resto do tempo era passado a admirar paisagens, ouvir música, dormir, enfim... na pasmaceira de uma grande viagem de comboio.
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Circunstâncias: Viagens
"A maior parte dos indianos tem amigos de amigos que os ajudam nos momentos difíceis"
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Domingo, Junho 24, 2007
O autocarro chegou a Sunauli, perto da fronteira Sul entre o Nepal e a Índia por volta das 6 da manhã. Tinham sido 12 horas de viagem, até agora. Para chegar até ao posto fronteiriço era necessário apanhar um ciclerickshaw que demoraria cerca de 10 minutos a chegar à última linha do país. Trocámos as rupias nepalesas que ainda tínhamos por rupias indianas, a uma taxa duvidosa. Carimbámos os respectivos vistos de saída do país. E estávamos novamente na Índia, de regresso às confusões, aos esquemas manhosos, à sujidade nas ruas, ao assédio dos indianos.
Chegados a Gorakpur, cerca de 2 horas e meia depois, o nosso caminho foi directo para a estação de comboios. A cidade não apresentava qualquer atracção que fizesse deslizar melhor o tempo, pelo contrário, portanto queríamos o mais rápido possível seguir o caminho. Na estação as notícias não foram as melhores. Não haviam vagas no comboio para Mumbai durante os próximos dois dias. Estávamos à partida presos. Lembrámo-nos, mais uma vez, que as coisas na Índia nunca correm como esperamos que corram - bem.
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Circunstâncias: Viagens
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Circunstâncias: Viagens
"Abandonadas e remetidas para o canto de uma loja mal amanhada, num dos primeiros andares de Thamel"
1 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Sábado, Junho 23, 2007Próximo passo, enviar os postais turísticos da praxe. Já no dia anterior tínhamos perdido cerca de meia hora a passear de ciclerickshaw convencidos que o ciclista condutor sabia perfeitamente onde eram os correios mais próximos. Conclusão - não sabia. E depois de estarmos claramente perdidos e às voltas, saltámos da viatura e mandámos o profissional passear sozinho, convictos que tínhamos perdido a hora de fecho da loja. Como ao fim-de-semana os correios estavam naturalmente fechados, entregámos os postais numa das caixas que existem nas lojas de souvenirs deste género.
Depois de uma última ida aos e-mails, já que íamos estar afastados durante uns dias da tecnologia, apanhámos um táxi até à estação de autocarros. Por volta das 18h00 partimos de Kathmandu para Sunauli com vontade certa de voltar... um dia.
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Circunstâncias: Viagens
"Símbolo de contenção financeira que se tornava cada vez mais necessária"
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Sexta-feira, Junho 22, 2007
Cansados do esticanço físico do dia anterior, ficámos a dormir até tarde. A nossa estadia no Nepal, para infelicidade do Philip, não se poderia alongar mais, sob pena de hipotecarmos o restante do nosso roteiro, que depois de tantas voltas e reviravoltas, já estava mais ou menos assente. O dia estava reservado, assim, para qualquer coisa como compras.
Encontrámo-nos depois desta divisão de caminhos (rara, durante os 40 dias) em Thamel, uma hora e logo depois de ter começado a chover pela primeira vez a sério em Kathmandu. A monção também já tinha chegado às montanhas. Era, como já tinha dito, mais um sinal que era hora de partir para oeste.
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Circunstâncias: Viagens
"Houve tempo para nadarmos lado a lado com o bote, ao sabor do rio"
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Quinta-feira, Junho 21, 2007
Acordámos bem cedo. Já nos tínhamos apercebido que conseguíamos subir e descer as escadas do hotel sem grandes dores nem lamentos, as sequelas do trekking já estavam ultrapassadas, portanto o dia estava reservado à actividade física - rafting nos rápidos nepaleses. Nesta aventura estávamos acompanhados pelo Hari, o recepcionista do hotel com o qual, durante aqueles dias, sempre nos demos muito bem e que fizeram a nossa estadia, embora o hotel não o fosse, de cinco estrelas.
Embora a ida tenha sido em autocarro turístico, já a volta teria de ser em autocarro "normal". Esperámos cerca de 1 hora à beira da estrada, até passar por nós um com destino à capital. Os autocarros no Nepal, como na Índia, são por si só um objecto merecedor de um relato mais desenvolvido. Apenas porque se tratam de potentes objectos de expressão artística popular, tanto no aspecto da sua pintura exterior, como no cuidado levado ao pormenor da sua decoração interior. O interior é revestido com tectos de espelhos, luzes luminosas (seria um pleonasmo se elas não fossem luzir a vários tipos de cores) e pinturas abstractas, que convivem cima a baixo, com bancos partidos e um chão digno de se lavar. Não havia lugar sentado no autocarro. Contudo, a companhia de autocarros tinha previsto esta situação e existiam banquinhos de 50 cm de altura feitos de ráfia. E ali fiquei eu, nos primeiros momentos, com as minhas longas pernas, sentado no meio do corredor do autocarro, num banquinho minúsculo de ráfia. O Philip desbundou e partiu para a aventura, saltando para o tejadilho do autocarro, até que a noite e o frio viessem. Não morreu. Agarrou-se.
Chegados de volta (ou quase...) a Kathmandu, fomos brindados com o engarrafamento da tarde, que é só um pouco maior que o normal e que entupiu completamente umas das poucas, senão a única, entrada na cidade. Fartos de esperar, mesmo que já sentados convenientemente os dois, a andar a uma média de 1 metro a cada 15 minutos, perguntámos a que distância ficava a cidade e partimos a pé, à noite e à lama, até algures no nosso destino. Depois de respirarmos uns bons quilos de escape, lá chegámos ao lugar onde o autocarro havia de chegar algumas horas mais tarde.
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Circunstâncias: Viagens
"Uma verdadeira galeria ao ar livre de escultura, pintura e arquitectura nepalesa"
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Quarta-feira, Junho 20, 2007
O nosso segundo dia no vale seria passado em Patan, a segunda maior cidade de Kathmandu e antigo reino vizinho deste, separado apenas pelo rio Bagmati.
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Circunstâncias: Viagens
"Carregados de charme suficiente para pensarmos: quero tudo isto ao pé de casa!"
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Terça-feira, Junho 19, 2007
A hospitalidade da Happy Home Ghest House foi das melhores que encontrámos durante toda a viagem. Tudo em grande parte graças ao Hari, recepcionista da casa, que estava sempre disposto a ajudar com 1001 dicas possíveis sobre a cidade, sobre os melhores caminhos ou as maneiras de entrar sem pagar na maioria dos sítios. Estar em Kathmandu, em comparação com estar numa cidade indiana, é como viver no primeiro mundo. Sentimo-nos frequentemente em casa. Tem tudo e mais alguma coisa que um ocidental em férias pode desejar. E dessa forma, mesmo antes de conhecer a cidade, já estávamos bem impressionados com a zona de Thamel, onde estávamos alojados e epicentro de grande parte da actividade turística do vale de Kathmandu.
Já de regresso a Kathmandu, depois de um dia de pedalanço, fomos jantar à grande num dos melhores restaurantes de Thamel - o Third Eye, altamente recomendado pela Antonieta, a mãe do Philip, que à distância nos pagou o jantar. Comemos muito e bem, num dos jantares melhores e mais caros da viagem, custou cerca de 10 euros a cada. Irónico, não?
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Circunstâncias: Viagens
"Das maiores viagens de autocarro que alguma vez fiz"
5 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Segunda-feira, Junho 18, 2007
O dia foi de autocarro. Sempre excepto quando estávamos parados para comer alguma coisa ou responder às vontades da natureza. Foi das maiores viagens de autocarro que alguma vez fiz. A paisagem era diversificada: o Sul do Nepal é uma autêntica planície, sem nenhuma cidade relevante: o Norte e a zona até Kathmandu têm uma paisagem já de montanha, com inúmeros cursos de água. Para dar alguma animação à viagem, o Philip passou algum tempo a viajar no telhado no autocarro a apreciar as vistas.
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Circunstâncias: Viagens
"O lugar onde não vais querer estar, mais tempo do que o necessário para apanhar outro transporte"
4 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Domingo, Junho 17, 2007
Tomámos o pequeno-almoço onde? Já se sabe - no Glennary's. Foi aí que carreguei as primeiras fotos na Internet, para que a família soubesse que estava inteiro, nem muito raquítico, nem muito sujo. O dia iria ser todo preenchido com viagens e esperávamos estar no dia seguinte já em Kathmandu, no Nepal, a "apenas alguns" quilómetros e horas de distância. Por volta das 10h00 apanhámos um jipe partilhado com outros interessados até Siliguri (78km). Aí apanhámos de imediato um ambassador (o primeiro carro manufacturado por inteiro na Índia em 1948, normalmente branco e com o mesmo estilo clássico da data da sua criação), também partilhado, que nos levou até Phulbari (15km), a fronteira da Índia com o Nepal. E andando um pouco a pé cruzámos a fronteira "fortemente" guardada do Nepal e fomos legalizar a nossa presença no posto fronteiriço.
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Circunstâncias: Viagens
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Circunstâncias: Viagens

Acordámos de manhã bem cedo. Primeiro porque tínhamos de chegar a Rimbick por volta das 13h00, sob pena de perdermos o único jipe do dia. Segundo porque não queríamos perder o início da manhã, quando as nuvens estavam mais baixas e permitiam daquele ponto uma vista memorável. Finalmente, tínhamos conseguido ter alguma sorte. As nuvens circundavam o Kanchenjunga mas permitiam de minutos a minutos uma vista clara do seu pico - o terceiro maior do planeta. E a restante vista era realmente espectacular e valia a pena o passeio até ali. Numa estação melhor a vista certamente deve triplicar de maravilhas: de um lado vales verdes pontuados por algumas nuvens lá em baixo; do outro picos montanhosos carregados de neve. Ali no meio das montanhas a estrela do espectáculo é sem dúvidas o Monte Kanchenjunga (8598 m) mas pode-se ver os não menos monumentais picos de Kabru (7338 m), Jano (Khumbhakarna - 7710 m) ou Pandim (6691 m). Aproveitámos logo para realizar as devidas fotos e filmes prevendo que, 25 minutos depois, o tempo podia mudar completamente para pior.
Iniciámos logo após o pequeno-almoço aquilo que seria, para contrastar com os dias anteriores, uma grande descida. 21km sempre a descer por trilhos cujos cenários foram dos melhores de sempre. Basicamente iniciámos a caminhada numa terra de árvores mortas e terra queimada, que apelidámos de Mordor, cruzámo-nos com pastores, vacas e cavalos selvagens, pequenas cascatas e riachos com rápidos, até chegarmos a Rimbick, uma aldeia pitoresca de montanha que nos lembrava o Shire. De Mordor ao Shire, éramos verdadeiros senhores dos anéis de regresso a casa. Durante o caminho conseguimos ainda perder o rasto tanto do guia como do carregador, que nos encontrou perdidos no meio de um campo de milho.
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"Não há doces sem suor"
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Sexta-feira, Junho 15, 2007
Saímos também nesta manhã bem cedo. A etapa apesar de curta, cerca de 4km até Sandakphu, era bastante íngreme e quanto mais cedo chegássemos, mais probabilidades existiam de a vista não estar encoberta, já que de manhã o tempo estava sempre melhor que de tarde. Antes de sair o guia aconselhou-nos a comprar noodles para o almoço, aqui não se tratava de uma probabilidade meteorológica mas da certeza que podia não haver comida lá em cima para nós. A subida demorou cerca de 2 horas e ao longo do caminho existiam frases de motivação pintadas em rochas do género: "não há doces sem suor".
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Circunstâncias: Viagens
"Nem os nossos lindos guarda-chuvas asiáticos conseguiam aguentar"
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Quinta-feira, Junho 14, 2007
A segunda etapa do trekking seria a mais puxada em termos físicos e também a mais longa em duração. Saímos de Tonglu por volta das 08h30, com um pequeno almoço de flocos de aveia indianos no estômago. O nosso guia tinha-nos convencido a alterar os planos e a aumentar o percurso daquele dia, mudando o lugar da nossa estadia de Gairibas para Kalipokhri, a maior altitude e logo mais perto do destino.
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Circunstâncias: Viagens
"Não se evitam, espera-se apenas que não mordam"
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Quarta-feira, Junho 13, 2007
Uma das atracções de Darjeeling é o nascer do Sol a partir da Tiger Hill. O Sol nasce aí por volta das 04h30 e brinda-nos com uma vista-espectáculo sobre grande parte da cordilheira oriental dos Himalaias com o Evereste incluído. Em todas as noites que lá estivemos o Philip acordou para espreitar pela janela se valia a pena sairmos da cama (pelo menos ele dizia que sim...). Todos os dias se certificava se era possível ver um palmo e meio para além do seu nariz ou do vidro. Nunca tal aconteceu e eu (in)felizmente nunca acordei.
Acordámos naquele dia, no entanto, bem cedo. Apesar de no dia anterior já termos feito o check-out adiantado, que até mereceu trocas de colecções de moedas entre Philip e gerente do hotel, ambos numismáticos por sentimento e agora correspondentes.
O guia e o carregador, de nomes Harpoon e Nani respectivamente, já aguardavam à porta do Long Island por volta das 06h45, para nos levarem de jipe até ao início da caminhada, em Manebhanjang. A distância entre Darjeeling e esse lugar é de cerca de 26km apesar de demorarmos cerca de 1 hora para lá chegar. A caminho pudemos ver o pico do Kanchendzonga pela primeira vez (e seria que pela última?), deixando-se mostrar envolto numa matilha de nuvens que rapidamente o voltou a cobrir durante o resto do dia.
Com pequeno-almoço mal tomado e primeiro registo no controlo fronteiriço realizado, iniciámos a subida por trilhos. Diga-se que se tratava de uma "senhora subida", boa para abrir o apetite de quem não tinha nada para comer. Eram cerca de 9km a subir onde optámos sempre pelo caminho mais difícil e mais íngreme, que era porém o mais rápido. Fomos frequentemente acompanhados por uma escolta militar de 10 soldados do exército indiano que faziam a patrulha ao longo da fronteira entre a Índia e o Nepal, que estávamos quase sempre a cruzar.
Tanto eu como o Philip, fomos ainda mordidos por sanguessugas que entraram pelas nossas calças e nos sugaram à vontade, sem que a malta desse por isso. Tal tinha originado o primeiro conselho do guia para termos cuidado. Querendo seguir da melhor forma tal conselho perguntámos qual a melhor forma para as evitar. A resposta sairia depois da gargalhada indescritível que ele tinha e seria: "não se evitam, espera-se apenas que não mordam". Restava-nos assim verificar apenas, de vez em vez, se o facto tinha ou não ocorrido.
Ao longo do caminho existiam vários stupas budistas ou bandeiras sagradas que dão algum colorido à caminhada. Existiam também várias casas de chá onde pudemos descansar e comprar bolachas - Parle-G, de preferência. Para além das casas de chá sucediam em maior número os postos de controlo fronteiriço onde nos pediam para mostrar 1001 vezes o nosso passaporte e para autografar o livro de registos. Pudemos ver nesse livro que a 2 dias de distância andava por lá mais um português.
Chegámos a Tonglu (o fim desta primeira etapa) por volta das 13h. Tonglu ou Tumling fica a 3070m de altitude e é um dos picos da cordilheira de Singalila. Em dias normais pode-se avistar os vales do Nepal e do Norte de Bengala. Naquele dia nada se via a não ser água em estado gasoso. O hut tinha a arquitectura universal das casas de montanha, construção de madeira com os seus telhados agudos. Neste tínhamos sorte porque havia luz eléctrica, apesar de a água quente para um banho ter de ser aquecida num balde à fogueira.
Durante o resto do dia iniciámos aquela que seria a nossa dieta alimentar de montanha: chow-mein simples ao almoço e arroz com dal (molho de lentilhas) ao jantar. Além de dormir quase sempre, intercalava o meu estado desperto com a leitura das crónicas do Miguel Esteves Cardoso que tinha comprado na Feira do Livro.
A rotina era agora, para mim, andar, pensar e dormir.
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"Soava uma música conhecida e decidiam dar ares ao seu bichinho da dança"
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Terça-feira, Junho 12, 2007O dia foi assim passado a preparar as coisas para nos fazermos aos trilhos o mais depressa possível, isto é, no dia seguinte. No Glennary's marcámos os huts de montanha para passarmos as três primeiras noites. Na Trek Mate contratámos um guia e um carregador e ainda alugámos uns casacos de penas, para não existir sofrimento com o frio da montanha. Já tínhamos os ténis de caminhada calçados. Tínhamos os cachecóis dos refugiados tibetanos. E, já não eram necessários quaisquer vistos ou permissões adicionais para a caminhada. Estávamos assim prontos para começar a andar.
Almoçámos noutro tibetano e jantámos um hambúrguer vegetariano, onde deliciado bebia uma das maiores glórias da nossa colonização - Coca-Cola. Várias vezes o Philip se armava em pseudo-fundamentalista anti-globalização e brindava-me com comentários do tipo "nem sabes o mal que isso faz", etc. e tal. Estava fresca e tinha felizmente o mesmo sabor de em todo o Mundo. Era um pedaço da civilização cá de casa.
Como se avizinhavam dias parcos no que concerne a manifestações civilizacionais, quisemos acabar o dia, ou melhor - a noite, no já saudoso Glennary's. Depois de uma tradicional ida à Internet, descemos até à cave e ao bar do sítio, o Buzz. Passaríamos então uma das noites mais bem passadas de toda a viagem. Não, não foi porque desbundámos da habitual (quando havia) cerveja Kingfisher, aliás porque nem era tão barata quanto isso. Mas sim porque partilhámos aquele momento com uma série de seres culturais interessantes, que atingiam o rubro quando soava uma música conhecida e decidiam dar ares ao seu bichinho da dança. Havia o grupo de estudantes americanas do Nebraska, que ali fazia escala numa viagem de estudo, e às quais desinteressadamente nos juntámos. Havia os canadianos para os quais o seu Estado pagava para trabalharem no terceiro Mundo. Havia os chineses que gastavam os primeiros trocos de novo-riquismo em cima de uma mesa de bar. Havia escoceses que tocavam ao vivo. Havia indianos de Calcutá que aproveitavam as férias para (sem as mulheres, como é óbvio) darem uma escapadinha nos bares da montanha. Todos eles dançavam e interagiam entre si de maneiras diferentes: as americanas de braços no ar soltando alguns, que não poucos, gritos histéricos; os indianos dançando homem-homem, abraçando-nos e pressupondo a nossa generosidade ao nos sacarem recorrentemente a mangueira da nossa Shisha; os orientais, ligados à corrente e tremendo de olhos fechados com o som banal de uma música; e nós, não dispensando a forma latina de dançar a par.
A noite acabaria no roof terrace do hotel dos americanos, a falar sobre a Europa e os Estados Unidos, sobre tudo e aquilo, sobre um grande momento que se viveu.
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"Nada parte a tempo na Índia"
3 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Segunda-feira, Junho 11, 2007Publicada por Tiago Cristóvão Links para este texto
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"A viagem estava portanto a correr "bem"
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Domingo, Junho 10, 2007Publicada por Tiago Cristóvão Links para este texto
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"Suspeitas de fraude nas votações"
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Sábado, Junho 09, 2007Publicada por Tiago Cristóvão Links para este texto
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"Estava ali uma indiana mesmo parecida com um homem"
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Sexta-feira, Junho 08, 2007Publicada por Tiago Cristóvão Links para este texto
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"Não está a perceber nós temos de apanhar este comboio!"
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Quinta-feira, Junho 07, 2007Publicada por Tiago Cristóvão Links para este texto
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"Venerado como uma deusa viva, Ganga, com o poder de purificar todos os pecados terrenos"
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Quarta-feira, Junho 06, 2007
Chegámos a Varanasi por volta das 11h00 da manhã. Desta vez não se dormiu mal no comboio apesar de haver algum desconforto por causa do calor.
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"Mas até que não se viaja mal... para Índia."
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Terça-feira, Junho 05, 2007Publicada por Tiago Cristóvão Links para este texto
Circunstâncias: Viagens
"Várias vezes me perguntei: mas porque raio é que me estás a empurrar!"
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Segunda-feira, Junho 04, 2007Começando pelas saudações, a saudação tradicional indiana é Namaste (pronunciado "namastai"), sendo usada no momento do encontro ou da despedida (um pouco ambíguo, não é?). As palmas da mão são unidas e levadas em direcção ao rosto, enquanto a cabeça se inclina ligeiramente. Os mais velhos são tratados com grande respeito, sendo habitual os jovens cumprimentá-los tocando-lhes nos pés (o que fizemos na despedida, para regozijo da anfitriã, a mãe da Yamini). Os mais velhos tocam na cabeça dos jovens como gesto de saudação. Os pés são considerados a parte menos nobre do corpo, e os sapatos tratados como impuros. Ao entrar na casa tivemos portanto de tirar os sapatos, o que seria recorrente. Pisar alguém ou tocar com os pés noutro é considerado muito rude, daí que se opte por, quando sentado, manter os pés sob as pernas dobradas. Ao jantar a forma tradicional de apreciar a comida indiana é comer com as mãos, tendo sido isso que aconteceu. Usar a mão esquerda para levar a comida à boca é considerado impróprio, dado que esta tem funções menos nobres... Quando se oferece ou se recebe alguma coisa deve-se fazê-lo com o uso das duas mãos. Simples as regras.
Antes do jantar a Yamini fez-nos uma visita guiada ao templo hindu do bairro, onde ganhámos a primeira pinta da viagem. E as conversas basearam-se muito em variações das perguntas-tipo de sempre. Depois do regresso de auto-rickshaw, bem mais barato que o anterior na medida em que pusemos um indiano a regatear por nós, fomos para um bar onde ainda tivemos direito a mesa partilhada com uma inglesa e um jamaicano.
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Circunstâncias: Viagens
"O primeiro a inaugurar a série de perguntas-tipo que um indiano faz a um estrangeiro"
0 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Domingo, Junho 03, 2007Estava finalmente na Índia. Estava calor. Estava sozinho. Havia na altura, diga-se, algum nervosismo. A minha mochila desta vez não se tinha perdido e chegara comigo a New Delhi. 15 minutos bastaram para despachar as burocracias da imigração. Encontrei facilmente o quiosque dos PrePaid Taxi à saída do aeroporto. Uma solução para quem não quer começar a sua estadia a ser enganado por um taxista indiano, que repete as perguntas-tipo enquanto fuma um cigarro estranho e minúsculo, com acentuado cheiro a papel queimado. "Paharganj please". Os táxis de New Delhi são pretos com tejadilho amarelo. Paguei adiantado 200 rupias pela corrida, ficando com a posse do recibo que possibilitaria o pagamento diferido ao motorista. Não lho dei até ao fim da viagem, não me fosse deixar a meio do caminho.
Quando ele me apresentou o Main Bazaar de Paharganj engoli a seco. Onde é que raio seria o meu hotel? Ele bem me tinha dito que era do lado direito, numa ruela de 1 metro e 1/2 de largura, tipicamente saída de um filme asiático, carregada de gente, de perguntas, cumprimentos e de cheiros. Mas - too much information! A malta enchia todo o espaço das paredes com os mais diversos cartazes, placares, neons, setas, outdoors. Aliás, não se viam as paredes das casas. Era um amontoado publicitário todo aquele mercado de pequenas lojas. Para a visão destreinada de um ocidental destrinçar onde era a Ajay Ghest House era impossível. Desisti de procurar e perguntei. Estava mesmo à frente o "palácio". E até que não era mau, sendo espaçoso e tendo televisão. O preço foi de 400 Rs. por noite. É engraçado enunciá-lo porque já não me lembrava que tinha sido tão "caro", face ao que fomos passando a pagar ao longo dos 40 dias. Na última noite, no mesmo sítio de Paharganj, pagaríamos já 200 Rs. num hotel com ar condicionado e televisão.
Pousei a mochila e testei o colchão. Adormeci novamente. Às 09h00 batem à porta, era o Philip carregado com 3 malas, 1 às costas, 1 ao peito e 1 ao ombro. Após 3 meses na Índia, estava igual. Queríamos almoçar e saímos à procura daquilo que o Philip chamaria de "indian coffee shop", o local onde realmente os indianos almoçam. O nosso plano era passar entretanto por uma agência de viagens, para saber os horários dos comboios para Agra ou Jaipur (Rajastão). Íamos ainda ficar alguns dias em Delhi, mas queríamos comprar os bilhetes com antecedência. Na Índia, a Lei de Murphy porém é recorrente: "se algo pode correr mal, correrá mal". E tomar desde logo consciência disso, facilita bastante a vida porque vamos pensando sempre em soluções que resolvam hipotéticos futuros problemas.
Mesmo à saída do hotel teríamos o nosso primeiro "episódio", um jornalista de microfone na mão, acompanhado pelo respectivo homem-câmara, agarra-nos para nos fazer uma entrevista. Era da CNN/IBN News e o tema era - "se os distúrbios recentes dos Gujjars, uma etnia que pretende ver reconhecida o seu estatuto de tribo e reclama por representatividade no Parlamento, afastaria ou não os turistas de visitar o Rajastão durante os próximos dias, apesar de as estradas e caminhos-de-ferro estarem cortados pelas revoltas". Ficámos de boca aberta com a surpresa. "O quê? Não vamos poder ir ao Rajastão? Não vamos ver o Taj Mahal? Jaipur? Todos os palácios?". Incorporámos a coragem latina que eles não conheciam, e entre outros disparates respondemos com determinação. "Não, nós vamos na mesma. Seria impensável vir à Índia e não ir ao Rajastão". E assim tentámos enfrentar a fatal sina de que tudo o que é bem planeado na Índia acaba por ser sempre impossível, difícil ou improvável acontecer. Ainda nos filmaram durante 1/4 de hora a andar e a simular compras no mercado. “Tá quieto”. Era simulação. Deitar os olhos sobre uma banca indiana era um convite a ser raptado pelo mínimo por mais 1/4 de hora. E nós queríamos almoçar.
Um cycle rickshaw levou-nos até Connaught Place, uma série de edifícios dispostos em círculos que correspondem à baixa comercial de New Delhi. Era Domingo e estava tudo fechado. Vadiámos um pouco pelas ruas e isso foi meio caminho para sermos interceptados por um indiano pronto a ajudar o turista. Perguntas-tipo adiante, que já nos estávamos a habituar a responder automaticamente, apresentou-nos um pequeno restaurante que estava aberto. Após a perda picante do meu sentido "gosto" ao almoço, que seria recorrente, fomos procurar um posto de turismo/agência de viagens, para procurar saber se era ou não viável seguirmos com o que havíamos planeado. E, efectivamente era complicado. As estradas estavam cortadas. Duas dúzias de pessoas já tinham sido mortas nos confrontos. Não havia comboios. Não havia autocarros. Incendiavam-se carros. E ao que parece os Gujjars estavam a ponderar marchar sobre Delhi. O que viria a acontecer alguns dias depois. Pusemos então a hipótese de fazer algum tempo até as coisas acalmarem, indo para norte, para a zona de Shimla. Pois que nos foi alertado que, nessa região, as coisas também andavam um pouco atribuladas, não sendo a melhor altura para turistas. Tudo corria mal. Decidimos ir para Varanasi, e depois estudar melhor a situação, sendo que nos estava a ser sugerido conhecer Darjeeling e optar por fazer um trekking lá. À saída da agência fomos novamente interceptados pelo indiano do almoço que nos quer ajudar e promete orações por nós. Não quis nada em troca. Seria muito raro, generosidade desinteressada como aquela.
Durante a tarde ficámos por Paharganj. O Philip precisava de terminar o relatório de estágio que tinha feito e eu precisava de recuperar das viagens e das noitadas. De noite abrimos uma garrafa de vinho português oferecida pela Mónica, a coordenadora do Departamento Jurídico do CPR, onde eu tinha estada a estagiar, logo depois de o Philip ter estado lá. Soube bem, apesar de estar tão quente como o ar e terminou um dia em que basicamente dormi com o calor.
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Circunstâncias: Viagens
"Talvez fique incompleto. Talvez não. Talvez sempre."
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Circunstâncias: Personalidade, Viagens
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2 comentários Published by Tiago Cristóvão on em Quarta-feira, Maio 30, 2007Publicada por Tiago Cristóvão Links para este texto
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Circunstâncias: Política
Novas Circunstâncias do Pessoal
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Circunstâncias: Internet



































































